segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Está protocolado


Gentem hoje vou quebrar meu raciocínio de construção do blog para contar os últimos acontecimentos.
Semana passada o livro foi para a gráfica, rodou e quando fui buscar ele tava lindooooo. Não é porque eu gerei ele. Mas a criança nasceu muito bonita. Peguei os livros no sábado, e passei pelo crivo do meu primeiro público, meus avós e minha mãe.
Minha avó e minha mãe folharam e viram somente as fotos e exclamaram um “muito bom”. Mais meu avô se deu ao trabalho de ler tudo, dos agradecimentos a bibliografia. No final exclamou com lágrimas nos olhos “eu sabia que ia ser bom, mais não sabia que ia ser tão bom. Fiquei sabendo um monte de coisa”. Achei super legal o fato dele aprender comigo
Como toda “mãe” protetora fiquei super orgulhosa, ainda mais vindo do meu avô que é super crítico.
E hoje dia 30 de novembro o dia do protocolo, tive mais uma surpresa. Quando cheguei com o material para protocolar fui atendida de imediato e durante o processo o rapaz, disse “que capa mais bonita.” Brinquei com ele, “não é porque fui eu que fiz, mais o bichinho ta bonito mesmo”. E tal foi minha surpresa, quando eu virei às costas ele já estava com o livro na mão, lendo. Fiquei super envaidecida porque tenho um público.

domingo, 22 de novembro de 2009

O caminho


É interessante pensar que o traçado existe desde 1721, assim está relatado no diário do Ouvidor Pardinho. Caminho que negros e índios abriram para chegar facilmente ao litoral. Ta certo que não era tão fácil assim.
Mas com a decisão de tornar o caminho carroçável veio um impasse é uma briga entre municípios. Conhecida como a guerra dos portos, entre Antonina e Morretes, isso aconteceu pelo questionamento em tornar o Caminho da Graciosa carroçável, porque esse, se o Itupava era o percurso mais curto?
Muitas questões e discussões se deram em cima disso, até que o engenheiro deu o veredicto final. Seria o caminho da Graciosa, por uma questão de luminosidade e de ser um trecho mais fácil de ser explorado.
Uma parte curiosa da história vem através da reflexão, o engenheiro responsável pela obra Antonio Rebouças era negro, um avanço e tanto para a época. Em 1866 o baiano foi incumbindo pelo presidente da Província do Estado de realizar a obra. É interessante a reflexão em cima desse fato já que hoje os afros- descendentes ainda sofrem preconceito por parte da população.

Processo



Já no semestre seguinte, ou seja, este que está terminando começamos a compilação do material. A decupagem das fotos, assim como o tratamento das que escolhemos usar no livro.
Realizamos também entrevistas, viagens de trem e de carro para fotografar a realidade do local na atualidade.
O processo mais demorado foi de escolha e tratamento das fotos, para que elas tivessem qualidade de impressão. Ao todo temos quase duas mil fotos. Fruto das viagens são mil e 500 cliques. A parte mais prazerosa foi a entrevista. Cada um com seus causos e suas manias ao contar... Cada história de deixar o cabelo em pé. Que resultaram nessa seleção que está no livro. Muita coisa ficou de fora. Assim como muita história também ficou.
A cada leitura sobre o tema é uma nova descoberta. Cada autor traz um pouquinho do que o outro não revelou. Por isso nesse blog ainda vamos contar coisas que aconteceram e que não estão relatadas no livro. E exibir fotos inéditas.
Até o próximo post.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Meu primeiro contato com o trem


Ainda no semestre passado a Suyanne pediu um documentário, então surgiu a ideia de fazer sobre os maquinistas. E lógico que aproveitaríamos o material para o TCC. Então lá se foram dois meses de negociação para conseguir viajar na cabine do maquinista. E lá fui eu serra abaixo.
Entrevistando, conhecendo os caminhos. O maquinista, Brustolin, é o melhor guia de turismo que eu pude ter, sabe tudo! Esse dia tava nublado, não deu para ver muita coisa, mais a sensação de andar de trem na locomotiva, não tem explicação.
Ver a Ponte São João de frente, no meio de um denso nevoeiro é indescritível. Parecia que íamos sumir no meio da fumaça como se fosse um filme Hollywoodiano.
Em Morrentes junto com os funcionários da ALL, passava desapercebida, como se eu mesma fosse uma funcionária, o incrível que tem gente que ainda agora jura de pé junto que eu já trabalhei lá, muito engraçado é diversão pura, muitas risadas.
Na locomotiva viajamos regado a chimarrão, hahaha até no trem tinha chima, e pipoca. Fui recebida como princesa, com direito a banquinho pra viagem e tudo mais. Durante o percurso, descobri que existe um dispositivo chamado de “homem morto”, ele apita de tempo em tempo e o maquinista deve tirar o pé dele e recolocar em seguida. Se isso não acontecer o trem para. Medida de seguranças, para evitar acidentes de trem.
Brustolin, o maquinista, é um homem simples, amável, apaixonado pelo que faz. Andrei, o xaxim, apaixonado pela ferrovia largou um emprego com um salário alto, para começar a vida de ferroviário (Xaxim é o cara que arruma os trilhos para o trem não descarrilar).
Segue o link do doc.
http://www.youtube.com/watch?v=a8Lu57kIIbQ&feature=player_embedded

A primeira vez

Continuando....
Feito todas as prosopopéias do pré-projeto e todo mundo sentindo-se aliviado entramos de férias. Maravilha!
2008, hora de começar mais um capitulo dessa história. Com a Melech, Risete, Rafael e Victor, estávamos dando forma aquilo que tínhamos começado no período anterior. Uns mais perdidos e outros mais achados.... Mas a sensação de desespero era a mesma.
Então partimos para as buscas de registros fotográficos e história do lugar. E começou a via crucis, bibliotecas de várias instituições, artigos, internet, livros, museus, aceitávamos todas as indicações possíveis. Umas davam lucro, outras eram um tiro no escuro. E assim fomos moldando a parte histórica da coisa.
Até que um belo dia a professora Suyanne mandou que nos fizéssemos uma reportagem especial. Na reportagem especial decidimos fazer um tema semelhante ao do TCC. Mas no dia da viagem, saímos de Curitiba cedo, andamos, andamos e andamos.... Até que essa repórter que vos fala entrou no caminho errado. E se não bastasse isso, “bateu” o motor do carro. Ficamos horas na margem da rodovia esperando o resgate. Para quem não entende, tive que refazer o motor do meu Uno, lá fui eu 15 dias sem carro.
E a reportagem especial que seria sobre a economia da Serra virou uma reportagem sobre o “curitibanês”. E a nossa primeira viagem não saiu de Piraquara.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O Rodrigo, apareceu


Depois de ter “parido” a ideia e de ter conversado com alguns professores, dentre eles o Hugo, resolvi que o melhor meio seria o livro. Então em 2007 bati o martelo, um livro fotorreportagem sobre a Serra da Graciosa. Para quem ainda vai fazer o TCC acredite “parir” a ideia é o mais complicado, depois que nasce, e você entende o sentido que o trabalho tem que tomar a coisa flui, e o desespero é normal! Hehehehe.
Ok! Com a faca o queijo e o salame na mão, faltava o pão certo? Então enquanto o Pão não vinha fui fazendo buscas na internet sobre o que teríamos disponível de material do lugar. Que lastima! Nenhum documento histórico, nenhum artigo voltado para o que eu queria, na WEB. Mais não desisti!
Até que então apareceu o “pão” ou seja a proffa, Ivana. Ela ditou, hora de por a mão na massa, e lá fui eu. Já tinha redigido algumas linhas de algo que parecia com a delimitação, quando o Rodrigo veio me procurar para uma conversa. Queria saber se eu tinha tema e talzs, expliquei para ele, meu tema e minha proposta. Ele me disse que tava perdido, e eu ofereci ajuda. Foi então, e só então que ele entrou no trabalho. Por isso, amado mestre que lê o nosso relatório monográfico, é que na justificativa digo que a ideia é da autora. E assim partimos para a produção do pré-projeto.

A ideia


Olá meu povo e minha pova! Olha eu de volta ao mundo dos blogueiros. Uma vez blogueiro sempre blogueiro! Mais dessa vez não estou aqui “botar a boca no mundo”, pelo menos não no sentido de reivindicações, como eu fazia antes. Esse blog nasceu para contar um pouco mais sobre o processo do livro que o Rodrigo e eu estamos fazendo.
Para deixar claro, a ideia do livro nasceu da minha caxolinha. Foi assim, quando eu entrei na faculdade em 2006 o Valdir (grande figura) fez um tremendo terrorismo com o tal do TCC. Eu nem sabia o que era isso, e passei 2006 inteiro pensando em que raios era isso, até que descobri, Trabalho de Conclusão de Curso.
Então no final daquele ano minha família meio desacorçoada de passar todo o 1º de janeiro na terrinha resolveu sair passear. Vamos almoçar na Serra da Graciosa. OK! Dia 1º de Janeiro de 2007 uma tremenda de uma garoa, mais fomos mesmos assim, lindos e formosos.
Gentemmmmm, quando chegamos lá, fomos descendo parada após parada, não tinha vaga em nenhum quiosque que fosse, tinha gente fazendo puxadinho de lona nas churrasqueiras. Ok, né. Fazer o que? Continuamos a descer. Até que chegamos em Morretes. Sem lugar para parar, fizemos o seguinte achamos uma praça e nos colocamos a montar a mesa.
Ummmm essa mesa, pasmem foi no chão da praça, quatro famílias e dois cobertores no meio de uma pracinha em Morretes. As mantas estavam repletas de comida. As crianças quase sendo levadas pelos borrachudos. Parecia um Acampamento de sem terra. E o chimarrão rolava solto. Imaginem a Gi sem a cuia na mão??? Não dá né? Acho que meu sangue é verde, hahahha! Pois bem depois dessa farra gastronômica no meio da praça seguimos o passeio até Paranaguá, fomos ver os navios no porto. A visão é sem graça, a vista do porto de dentro do mar é mais legal.
Enfim quando voltamos do nosso passeio de “índio”, eu vinha no banco do passageiro do Kadett verde, do meu avô, ouvindo J-POP no meu MP3 (música popular japonesa), quando derrepente PLIMMMMMMMMM, PLIMMMMMMM, PLIMMMM. Recebi a luz divida, enquanto subíamos o caminho histórico vinha refletindo sobre o meu TCC! Putzs! Esse caminho dever ter coisa abeça para falar, pensei. Tharam, o tema eu já tinha, faltava como fazer.
Como em outras viagens eu já tinha conversado com o povo nativo da região, tinha uma ideia de como montar algo jornalístico. Desde então passei a pesquisar o tema, que é simplesmente apaixonante. Que além de toda a beleza, tem uma história espetacular.
Conto mais nos próximos capítulos.....