É interessante pensar que o traçado existe desde 1721, assim está relatado no diário do Ouvidor Pardinho. Caminho que negros e índios abriram para chegar facilmente ao litoral. Ta certo que não era tão fácil assim.
Mas com a decisão de tornar o caminho carroçável veio um impasse é uma briga entre municípios. Conhecida como a guerra dos portos, entre Antonina e Morretes, isso aconteceu pelo questionamento em tornar o Caminho da Graciosa carroçável, porque esse, se o Itupava era o percurso mais curto?
Muitas questões e discussões se deram em cima disso, até que o engenheiro deu o veredicto final. Seria o caminho da Graciosa, por uma questão de luminosidade e de ser um trecho mais fácil de ser explorado.
Uma parte curiosa da história vem através da reflexão, o engenheiro responsável pela obra Antonio Rebouças era negro, um avanço e tanto para a época. Em 1866 o baiano foi incumbindo pelo presidente da Província do Estado de realizar a obra. É interessante a reflexão em cima desse fato já que hoje os afros- descendentes ainda sofrem preconceito por parte da população.
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