Ainda no semestre passado a Suyanne pediu um documentário, então surgiu a ideia de fazer sobre os maquinistas. E lógico que aproveitaríamos o material para o TCC. Então lá se foram dois meses de negociação para conseguir viajar na cabine do maquinista. E lá fui eu serra abaixo.
Entrevistando, conhecendo os caminhos. O maquinista, Brustolin, é o melhor guia de turismo que eu pude ter, sabe tudo! Esse dia tava nublado, não deu para ver muita coisa, mais a sensação de andar de trem na locomotiva, não tem explicação.
Ver a Ponte São João de frente, no meio de um denso nevoeiro é indescritível. Parecia que íamos sumir no meio da fumaça como se fosse um filme Hollywoodiano.
Em Morrentes junto com os funcionários da ALL, passava desapercebida, como se eu mesma fosse uma funcionária, o incrível que tem gente que ainda agora jura de pé junto que eu já trabalhei lá, muito engraçado é diversão pura, muitas risadas.
Na locomotiva viajamos regado a chimarrão, hahaha até no trem tinha chima, e pipoca. Fui recebida como princesa, com direito a banquinho pra viagem e tudo mais. Durante o percurso, descobri que existe um dispositivo chamado de “homem morto”, ele apita de tempo em tempo e o maquinista deve tirar o pé dele e recolocar em seguida. Se isso não acontecer o trem para. Medida de seguranças, para evitar acidentes de trem.
Brustolin, o maquinista, é um homem simples, amável, apaixonado pelo que faz. Andrei, o xaxim, apaixonado pela ferrovia largou um emprego com um salário alto, para começar a vida de ferroviário (Xaxim é o cara que arruma os trilhos para o trem não descarrilar).
Segue o link do doc.
http://www.youtube.com/watch?v=a8Lu57kIIbQ&feature=player_embedded
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